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Na água e no ar - Kitesurf
30/10/2013 14:39:00
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Kitesurf, kiteboarding ou mesmo flysurf é um esporte aquático que utiliza uma prancha impulsionada por uma pipa, semelhante a um pequeno parapente chamado de kite, ou pipa em português.
O kitesurfista, prende o kite à cintura, fixando-se a uma prancha sobre a água, é impulsionado pelo vento, fazendo suas manobras nas ondas, em mar flat ou lagos. Como esporte, é relativamente recente. A modalidade desenvolveu-se a menos de duas décadas e faz parte da International Sailing Federation - ISAF como um esporte a vela. No Rio de Janeiro em 2016, pode ser a estréia da modalidade nas Olimpiadas.
Apesar de antigas e de seus muitos formatos e tamanhos, pipas que pudessem estar ligadas a engenhocas humanas como forma de tração, são um fenômeno recente, possível pelos novos materiais e tecnologias.


Na década de 80, foram feitas várias tentativas de combinar pipas com canoas, patins, patins de gelos, esquis, esquis aquáticos, entre outros. As pipas eram aplicadas em qualquer coisa que deslizasse ou rolasse na face da terra ou do mar. Contudo, o primeiro sucesso significativo veio com o desenvolvimento prático do "kitebuggying" em 1990, originário da Nova Zelândia, com a moderna tecnologia de pipas em formato de "parafoil" – "Peel". Estas velas permitiam experimentar condições de manobrabilidade que iriam chamar a atenção para o uso em outros esportes.
Foi o trabalho de duas famílias, Roeselers nos EUA e Legagnoixs na França, da década de 80 para 90, que permitiu que o kitesurf chegasse à sua forma atual. Bill Roeseler projetista da Boeing, com seu filho Corey, também um engenheiro e esquiador aquático de classe mundial, patentearam em 1994 o sistema "KiteSki", o esqui aquático movido por um "kite" delta de duas linhas. O "KiteSki" com seus dois esquis foi o ancestral viável do kitesurf, pouco tempo depois a invenção de Corey, evoluiu para uma prancha única, mais próxima de uma prancha de surf. Os Roeselers certamente merecem a gratidão da comunidade dos kitesurfistas pelo seu pioneirismo técnico e pelo empenho na promoção do esporte.
Os irmãos, Bruno e Dominique Legagnoix da costa Atlântica de França colocaram suas vidas e suas almas em função do kitesurf. No final da década de 80, deram origem ao projeto "Wipika" e em 1995 promoveram uma importante regata de "kitesailing" na Itália. A invenção dos irmãos Legagnoix ficou conhecida como uma "uma grande fatia de limão". Seu kite é estruturado com tubos inflados, criando um modelo de fácil decolagem, mesmo na água.
Outro nome no desenvolvimento da modalidade foi Peter Lynn, responsável pela principal contribuição da Nova Zelândia ao kitesurf.


As competições de kitesurf estão regulamentadas pela ISAF e pela Associação Internacional de Kitesurf – IKA. Estas duas entidades vem trabalhando para a inclusão do kitesurf nas Olimpíadas, já que a modalidade poderia tornar a Vela um esporte com maior público, que é um dos objetivos do International Olympic Committee – IOC.
O Freestyle é o estilo mais técnico e mais praticado no kitesurf, nele o kitesurfista executa manobras derivadas do wakeboard. No estilo wave o atleta surfa as ondas com o auxílio do kite. No Brasil o kitewave vem crescendo nos últimos anos, devido às condições favoráveis da nossa costa. Os brasileiros são os melhores do mundo nesta modalidade, como o Paulista Guilly Brandão que busca em 2010 seu tri campeonato mundial.
O Kiterace é a modalidade mais nova e que tem um futuro mais promissor. Os atletas utilizam kites e pranchas especiais. Com o objetivo de conseguir "orçar" e "arribar" com mais velocidade e eficiência. As provas são similares a uma regata de barco, onde o atleta deve percorrer um circuito demarcado com boias. Para as Olimpíadas de 2016, é o kiterace que está sendo cotado para ser o esporte demonstração.


No Brasil
No Brasil a organização da modalidade está ligada a Confederação Brasileira de Vela e Motor – CBVM, e a Associação Brasileira de Kitesurf - ABK. As competições de kitesurf se dividem entre as modalidades homologadas. O Nordeste do Brasil e seus ventos alísios são um reconhecido paraíso para a modalidade, que atrai um grande número de estrangeiros para praticar o kite nos lagos e praias nordestinas. Os principais representantes do Brasil no kitesurf são: Reno Romeu, atual 8º do mundo no Freestyle e Bruna Kajiya em 3º no ranking em 2010. No Kitewave o paulista Guilly Brandão lidera o circuito mundial até o momento e Ian Owczarzak, de Santa Catarina, está na terceira colocação. No Kiterace temos os paraibanos Wilson Bodete e Nayara Licarião como grandes destaques na categoria.

Em Santa Catarina
Em Santa Catarina os grandes nomes na modalidade wave masculino são Ian Glaza, Roberto Veiga e Fábio Nunes e no feminino o grande destaque é Samanta Marins.


Em Florianópolis, o Gokite possui o melhor kitepoint da cidade e toda a estrutura para se aprender a velejar de kitesurf.
O curso de kite é super simples e fácil de se aprender, bastam 8 aulas com a duração de 1h em média. As aulas são particulares e todo o material esta incluso.
Para os interessados em adquirir os equipamentos, o Gokite junto com a Loja Zero 2 Hero no centro da Lagoa, dispõe de uma grande variedade de marcas e modelos.
Kites "C" - possuem a forma clássica de um "C" e estão no mercado desde 2001. São específicos para a categoria Freestyle
Kites "bow" - possuem uma forma mais parecida com uma unha, ou seja, mais achatada. Basculam mais que os clássicos "C" e com isso são capazes de ampliar/diminuir sua área vélica em proporções maiores, aumentando ou reduzindo a potência mais facilmente
Kites Hibridos - São uma mistura do kite C e o bow, se caracteriza por uma fácil pilotagem e melhor resposta dos "C", com os beneficios de segurança e redecolagem dos "bows"
Kites Delta - tem uma forma de bumerangue. Atualmente é a nova tendência por ser muito seguro, fácil pilotagem e com uma redecolagem eficiente
Kites Foil - usados para esporte na terra ou na neve. Como Kiteskate, Kite Buggy e Snowkite. Não possuem estrutura inflável, são muito parecidos com um parapente tradicional. Não são redecoláveis na água, podendo até afundar.


Pranchas Direcionais - São semelhantes às pranchas de surf, podendo ter acabamento em resina epóxi e miolo em bloco de isopor mais resistentes, ou em resina poliéster e miolo em bloco de poliuretano. Possuem duas ou três alças para os pés e quilhas iguais as de surf.
Bidirecionais - São pranchas com o mesmo acabamento das direcionais. Normalmente têm 2 alças, mas podem ser usadas com botas de wakeboard ou sandálias. Elas não têm frente ou traseira. Ambos os lados são iguais. Possuem quilhas menores do que nas direcionais. São mais ágeis para se mudar de direção.
Kiterace - Pranchas direcionais de útltima geração, composta por 3 ou 4 quilhas grandes, de 30 cm em média, utilizada para a máxima performance contra e a favor do vento.

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